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Quinta-feira, Janeiro 10, 2008


"amor, meu grande amor
só dure o tempo que mereça..."

Por Bellinha em 2:52 AM


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Quarta-feira, Janeiro 09, 2008


Era uma vez um monstro que tinha muitas facetas. Tenho pra mim até hoje que ele me mostrou aquela que era mais cruel. Talvez mais por fraqueza que por maldade. Dizia sempre estar me ajudando, quando me destruía. E se seu dia tivesse sido ruim, eu era a candidata mais cotada para a posição de bode expiatório. Na verdade, eram muitos monstros dentro desse. E me obrigava a me sentir a pior pessoa do mundo inteiro, digna do pior lugar para dormir na casa, como migalhas dormidas do pão que mais desejava. Esse monstro me impedia de terminar qualquer tarefa que quisesse muito fazer, porque simplesmente me fazia acreditar que não iria nunca conseguir. Um monstro que me apoiou na busca de muitos colegas e rostos conhecidos e que me fez solitária, desejando ter tido apenas uma turma de pouquíssimos amigos na certeza de serem pra vida inteira e para todas as fases que tivesse que passar. Poucos deviam imaginar que eu, conseguindo transitar por vários grupos de diversas tribos, revirava-me de inquietação e tristeza por saber que não fazia parte de nenhum, nem nunca faria. A mais transparente e doce de todos era, na verdade, a mais fechada e fraca. E tinha medo de um punhado de gente. Sem escolhas, o mostro me fez implodir um grito que dura até hoje. Uma implosão que tornou o meu silêncio sangrento e cheio de espinhos, contrastando com a áurea angelical que a maioria enxergava. Virei perdedora de qualquer coisa futura que decidisse fazer. Cadeira cativa, por assim dizer. Ré de mim mesma, confesso que o mostro ainda vive e me atormenta. Decretei julgamento, e clamo por absolvição. Meu Deus, e se esse monstro for só eu?



Por Bellinha em 2:02 AM


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