
Quarta-feira, Setembro 12, 2007
A vida secreta das (minhas e suas) palavras
Uma tarde atípica. Incrivelmente confortável e quentinha. As cinco pulseiras prateadas simbolizaram um pouco do açúcar desejado pra boca, embora, no final das contas, nada tenha a ver com o que busco. Na verdade, eu estava buscando você. Algo externo a mim, e que pudesse me machucar com delicadeza. Um machucado capaz de gerar o movimento necessitado, antes tão inerte.
Um cheiro de sabão em pedra, invadindo e pairando o por toda a sala. Um cheiro de transparência vindo da sua pele branquinha. De fruta cítrica fresca, em dia frio de sol. Como se pudesse transcender a energia que circunda a essência acabrunhada de pessoas raras - deleitam-se com o estranho vazio oriundo da ousadia de querer saber de si, no sentido de lapidar toda a singularidade possível. E, assim, entrega como flor, em minhas mãos pequenas, o algo tão sutil e sem nome.
Você é tão simples que nem sei como tocar... Dona de uma secreta fragilidade que te torna forte e imbatível, mas deixando o canal aberto para perceberem subjetivamente sua cor e os anseios que te fazem querer se esconder do mundo inteiro.
É isso. Eu de repente te amo e você me presenteia com essa inundação de palavras me embalando, numa dança de gosto de chocolate. Não sei mais o que dizer. Sua imagem vai me escapando e o calor em mim se acomoda e me ilumina o rosto. Fique mais, por favor, e me ensine sobre a beleza de pouco falar e como vigiar, cercando com redoma e deixando macio, aquilo que eu pouco vejo motivos para compartilhar.

Blogs:
Agrestino
Aline Russo
Andarilho Mecânico
Blogrando...
Compulsão por escrever
Engrenagem
Estranha para os íntimos
Finado
Jovens Escribas
Literatus
Magro de Natal
Katia Kaori
Mão Dupla
Mundo cruel
Pablo Capistrano
Persona non grata
Questionar!
Tábua de Marés