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Sábado, Outubro 22, 2005


A escritora mais bela de todos os tempos já dizia, em outras palavras, que escrever também é uma forma de se buscar a salvação. Salvação de quê? Eu me pergunto. A salvação da sensação angustiante talvez. Do sufoco. Salvação após o vômito de coisas que o nosso corpo quer pôr para fora e que a gente mal sabe quais são. Escrever então significa aprender mais sobre si? E nos rabiscos fingidos, o nosso desabafo segue na entrelinha e na frase camuflada.
Ao escrever minha alma se põe a dançar. Muitas vezes, suavemente. Em outras, a coreografia é recheada de gestos sórdidos, amargura e passos bruscos. Danças solitárias, com iluminação incerta e o mesmo medo de torcer o pé.


Por Bellinha em 1:56 PM


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Quarta-feira, Outubro 19, 2005


Meus surtos de loucura não são tão freqüentes assim. Pelo contrário, eles só batem na minha porta quando eu preciso de libertar de uma série de amarras e me permitir mais um pouco. Foi assim quando fiz minha tatuagem há dois anos, quando tomei coragem para fazer rappel, quando fui sozinha ao cinema justamente no dia em que a solidão era indesejável, quando resolvi meter a tesoura no meu cabelo enorme e deixá-lo na altura da nuca. Coisas banais, alguns podem pensar. Para mim não. Foi difícil. Difícil talvez porque eu sempre me cobrei demais. Sempre tive dificuldade para me libertar dos preconceitos que tenho comigo mesma.
Esses dias, eu resolvi ir além. Arrumei minha mala e fui em busca de muitos sorrisos. E o que fez diferença foi exatamente isso: fui atrás, sabendo de toda a possibilidade de quebrar a cara. O resultado? Mais satisfatório do que poderia imaginar.
Noites perfeitas. Passeio na praia. Lua cheia. Mãos dadas. Jantarzinho romântico com direito a muitos sushis. E o que estava acontecendo ali? Quase não foi falado. O olhar tomou a vez e expressou muito mais ternura do que qualquer voz. Passado e futuro postos em escanteio porque o tempo já era tão curto que não sobrava espaço para pensar no que foi e no que será.
Tenho evitado pensar muito sobre algumas coisas. Assim, os receios de praxe também não vêm me incomodar. É tempo de sentir, de cuidar e me deixar ser cuidada. Até quando der e fizer bem.



Por Bellinha em 11:59 PM


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Sábado, Outubro 08, 2005


Hoje foi dia de começar a arrumar o quarto. Jogar fora várias sacolas de lixo -- papéis, propagandas, anotações que por um bom tempo eu achei que me fossem úteis. Amanhã eu pretendo mudar o guarda-roupa para o outro canto da parede e enfim pendurar uns quadros. Deixando as estantes, as gavetas e o criado-mudo com mais espaço. Assim, a mente e o corpo ficam muito mais leve. E nessa ação, eu vou me reciclando também. É terapia, crianças -- e da boa.

São tempos de tomar muitas atitudes. Ainda bem que o bom-humor tem sido constante por aqui. Só minha paciência que não anda tão grande. Mas sobre isso eu pretendo falar mais com calma no próximo post (ou não).


trilha: chico césar - pensar em você.mp3

se a chuva cai
e o sol não sai
penso em você
vontade de viver mais
em paz com o mundo
e comigo


Por Bellinha em 4:18 AM


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Domingo, Outubro 02, 2005


::Rock na Rua::

Amigos + caipirinha + rock + sorrisos = noite perfeita.



"Hoje eu quis brincar de ter ciúme de você
Mas sem porque meu coração me avisou que não..."
(Los Hermanos - Fingi na hora rir)


Por Bellinha em 1:19 AM


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