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Terça-feira, Maio 31, 2005


Você descobre que está crescendo quando já pode viajar sozinho com os amigos ou com o namorado. Quando a escolha de fazer rappel é inteiramente sua. Quando seus pais já não fazem mais tanta cerimônia pra saber a ficha completa do moço que está te levando para os três dias de festival de rock. Quando não trabalhar faz a total diferença na sua vida. Quando sua mãe se preocupa seriamente com a sua estadia, quase fixa, no mundo da lua. Quando você descobre o quão seu pai pode ser mais infantil do que tudo, em certos momentos (e que é preciso aprender a lidar com esse fato, por entender que ele é uma das pessoas a quem você deve total respeito). E, principalmente, quando se ganha uma bela (?) insônia de tanto peso na consciência por não conseguir se concentrar pra terminar um artigo urgentíssimo pra faculdade.

Por Bellinha em 3:58 AM


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Sábado, Maio 07, 2005


Devo pedir desculpas pela ausência. E a justificativa é bem objetiva: não tenho conseguido escrever. Nem no computador, nem no papel. As frases, as idéias, não andam fluindo. E só pra contrariar, porque eu ando querendo compartilhar esses dias até com o vento. Portanto, já que não consigo ter idéias criativas para elaborar textos e pôr aqui, decidi que vou escrever hoje sobre o que vier na cabeça - ultimamente, tudo tem sido um pouco assim.

No momento, ouço "Vitoriosa", na voz do grande Ivan Lins. "Quero sua alegria escandalosa, vitoriosa por não ter vergonha de aprender como se goza". Linda, não é? A madrugada pede músicas leves e intensas, ao mesmo tempo. Acho que as sensações ficam mais nítidas no silêncio noturno. Gosto disso. Gosto de me sentir intensa. Não gosto da normalidade de não se ter nem dores, nem alegrias que deixam o corpo leve.

Por falar em corpo leve, esse domingo eu saciei meu desejo de nadar até os músculos pedirem descanso. Não tem coisa melhor do que nadar numa lagoa enorme, num lugar silencioso, com um céu morto de lindo e muito verde ao redor. Lembrei da minha semana santa, em Bonito (PE), onde acampamos ao lado de uma cachoeira, dormindo com aquele barulhinho de água caindo. Por falar nisso, ainda devo um post falando sobre essa viagem - bem lembrado!

Apesar de um pouco de medo de me envolver agora, às vezes me bate uma vontade de ter alguém pra chamar pra perto, cantando: "Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver / O mundo anda tão complicado que hoje eu quero fazer tudo por você..." (Legião Urbana).
A verdade é que eu não ando lá tão segura pra me apaixonar. Acho que ainda não me livrei daquele complexo de fracasso, do medo de quebrar a cara sempre que me empolgo por descobrir um cara aparentemente especial. Então, eu tenho preferido deixar o rio percorrer o seu curso natural. Deixar as coisas aparecerem e acontecerem, surpreendendo-me.

Nem sei por que ouso escrever sobre isso, se nem eu mesma entendo bem. Ainda bem que é tempo de calmaria e tranqüilidade. E sobre o futuro... Ah, sobre ele eu não consigo pensar muito e fica uma incógnita enorme no seu lugar. As coisas estão tão, digamos, novas...


Por Bellinha em 3:22 PM


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