
Terça-feira, Novembro 30, 2004
Confissão

Domingo, Novembro 21, 2004

Segunda-feira, Novembro 15, 2004
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora, vou na valsa
A vida é tão rara. (Lenine)
É. Meu aniversário pôde ser resumido em 24 horas de muitas surpresas. Para mim, o que vale a pena desse dia é o calor dos amigos que se voltam para você de uma forma cheia de entusiasmo e amor. Os desejos intensos daqueles momentos que "lavam a alma" vieram a calhar nessa fase meio perdida da minha vida. Espero que os sorrisos no meu rosto tenham denunciado toda a gratidão que tomou o meu ser no dia de hoje (quer dizer, de ontem). E como diz Lulu Santos, na música que eu ouvi nas primeiras horas do dia 14 e me emocionei: "Consideramos justa toda forma de amor...".
Quarta-feira, Novembro 10, 2004
Luto
Palavras suplicam para serem colocadas numa folha em branco, mas eu não sei por onde começar. Às vezes, torna-se dolorosamente difícil descrever os sentimentos.
Tem um, em especial, que eu acho que jamais conseguirei entender: a dor de perder alguém de extrema importância na nossa vida. Ouvir dizer que também se pode chamar de luto. Abri o mini-dicionário Luft e procurei o seu significado. Lá estava. "Luto: 1. Pesar pela morte de alguém. 2. Sinais externos desse pesar (em especial, o vestuário preto). 3. Tristeza profunda". A psicologia costuma a dizer que o luto também ocorre em situações onde não há necessariamente a morte física do outro. Basta aquela sensação de que uma relação intensa chega ao fim e um frio forte percorre o nosso corpo, fazendo-nos questionar como será a vida dali pra frente. Clichês surgem, querendo confortar. "A vida segue", "Partiu dessa para melhor", entre outros.
Hoje, dia 09 de novembro de 2004, meu bisavô veio a falecer. Seu Leitão, pai de quatorze filhos, viúvo de três mulheres e avô de dezenas de crianças, adolescentes e adultos. Ele era o principal motivo que ainda fazia toda a família gigante se reunir nas festas de fim-de-ano em Crateús, interior do Ceará.
Ano passado, pediu em seu aniversário uma grande festa. Comida farta, seresta e a presença de todos os filhos com suas respectivas famílias. O velhinho deu conta de tudo, provando a sua extrema lucidez. No entanto, era notável a sua dificuldade em dialogar e os olhos já sem muito brilho. Com a morte de Dona Maria, minha bisavó eternamente querida e sua "fiel escudeira", ele pareceu perder a sua maior motivação e tentava resistir se apoiando em algo que eu nunca soube o que era. Há menos de uma semana, ele começou se entregar. Quiseram interná-lo, mas ele alegou estar cansado e já a espera da sua viagem.
Minhas tias telefonaram aqui pra casa, agora de noite, dizendo que há tempos não viam uma morte tão serena, como alguém que toma banho, janta e depois se deita para dormir.
Por incrível que pareça, eu não estou desesperada. Meu bisavô foi embora tranqüilo, por já ter feito tudo que podia fazer por aqui. Doía-me mais vê-lo sentir o pesar de quem já não podia caminhar sozinho, alimentar-se, conversar com clareza, ouvir e ter o carinho terno da companheira.
Ficam retratos, lembranças da voz, do cheiro, do olhar e dos momentos em que eu gostava de sentar-me ao lado de sua rede e dar-lhe todas as notícias dos seus descendentes natalenses.
***
Cansado de estar aqui sem motivo algum,
largou o velho machado que, de forma fraca,
persistia no tronco da árvore infrutífera.
Deu adeus ao seu rebanho e foi-se,
como alguém que tira merecida férias.
***
Obs: Texto escrito ontem, logo após receber a notícia.
Terça-feira, Novembro 02, 2004
A novidade veio em boa hora. E foi bastante motivador me surpreender comigo mesma e, de quebra, ainda receber abraços carinhosos, olhares surpresos, uma caixa de chocolate e uma certeza de que existem pessoas animadas para brindar certas coisas com o mesmo brilho nos olhos.
* * *
Vou compartilhar uma coisa com vocês. Eu preciso de cor pra minha vida, de risadas e muita música. Estou pensando em fazer algum trabalho voluntário, acho que seria um caminho bem interessante e pertinente para eu recuperar um certo entusiasmo perdido. Depois eu conto pra vocês como surgiu essa idéia. Aliás, como eu voltei a pensar nisso.
* * *
Venho sentido que uma etapa bem legal está prestes a começar. Evidentemente, eu falo isso pensando, principalmente, no aspecto profissional. Mas como uma coisa puxa a outra, acredito que minha vida, ao estar mais dinâmica e produtiva, terá grandes chances de refletir no meu humor e na minha saída do casulo.
E eu quero mais é me abrir novamente, voltar a sentir tudo com um sorriso leve no rosto porque esse cinza já conseguiu deixar minha vista cansada e minha alma sem muito ar puro.
* * *
As fotos abaixo são do último (mini) encontro de blogueiros de Natal, na Cervejaria Costeira. Faltou mais da metade da turma, mas foi ótimo.




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