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Quinta-feira, Outubro 21, 2004




Seu perfume ficou nos meus braços e em parte da minha roupa após aquele abraço, como se não bastasse já ter que conviver com toda a saudade. Tudo se tornava você, naquele instante: o que eu cheirava, o que eu ouvia e o que eu sentia. Veio à tona então a desilusão e uma terrível dor de cabeça.

* * *


Quantas noites não durmo
A rolar-me na cama
A sentir tantas coisas
Que a gente não pode explicar
Quando ama

O calor das cobertas
Não me aquece direito
Não há nada no mundo
Que possa afastar
Esse frio do meu peito
(...)

(Lupicínio Rodrigues - Volta)


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Por Bellinha em 8:25 PM


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Sábado, Outubro 02, 2004


Melancolia.

Hoje eu tirei o dia para ouvir algumas músicas que foram marcantes em momentos especiais. A nostalgia é tão envolvente que eu chego a sentir cheiros, imaginar fotografias e relembrar sensações. E dá, sim, pra sentir, mesmo que de forma distante, aquele calor que fazia o peito vibrar. Escutei músicas de fases de descobertas, de encontros especiais, de paz intensa, de risadas, de relações cúmplices e cheias de encanto, e cada uma provocou em mim uma emoção muito gostosa, uma vontade de querer voltar um pouquinho no tempo só pra colocar um pouquinho do brilho na mão e despejar no meu presente tão cinza.
Por falar em brilho, vocês viram como a lua estava linda ontem? Minha noite valeu a pena só por ver o mar (que tanto amo) prateado por tão bela luz, por rever pessoas divertidíssimas e receber a ligação do magro mais querido de todos os tempos que ligou lá de Brasília só para avisar que a minha cartinha já estava pronta e participar um pouquinho da reuniãozinha que quase não saía. E eu ri e brindei tanto que nem minha introspecção terrível dos últimos tempos conseguiu prevalecer...

* * *

Poucas coisas são tão lindas como Paulinho Moska cantando "A flor e o espinho":

A flor e o espinho (Nelson Cavaquinho)

Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
O sol não pode viver perto da lua

É no espelho que eu vejo a minha mágoa
E minha dor e os meus olhos rasos d'água
Eu na sua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor


Por Bellinha em 6:25 PM


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