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Sábado, Agosto 30, 2003


"Lágrimas e chuva
Molham o vidro da janela
Mas ninguém me vê." (Kid Abelha, Lágrimas e chuva)


Eu tenho o maldito defeito de me isolar quando não estou bem. Não sei o motivo disto, talvez as verdades que ficam passeando aqui dentro, já estejam cansadas de eu escondê-las dos meus próprios olhos e ouvidos. O que mais me dói é que eu sei que eu nunca consigo me enganar por muito tempo.

É meio estranho falar dos meus sentimentos depois de tanto tempo. As coisas parecem tão confusas e ao mesmo tempo tão claras. Sabe aqueles momentos em que você fica com medo de se olhar só para não ter o desprazer de confirmar a certeza que não está nada bem?

Decisões... decisões... decisões... essa está sendo a palavra destaque do meu vocabulário. Chega uma hora que o balãozinho estoura, e percebemos que não dá mais para continuar do jeito que está. Só que toda escolha requer perdas e mudanças, e eu talvez esteja com medo do que posso perder. Covardia? Creio que sim. Não era para ser assim, já que todas as mudanças devido a outras decisões, compensaram as perdas, pois passei a me sentir muito melhor. Acho que o que está faltando e segurança e autoconfiança... alguém aí pode me dar uma receita?

Fazia muito tempo que eu não tinha insônia. Uma vez perdida é até bom para fazer algumas reflexões, ou simplesmente não pensar em nada. Acendo um incenso e fico olhando para o teto, isso tem um poder tão grande de me acalmar.

Sabe, cada vez eu estou com mais medo de confiar nas pessoas. O mundo está cheio de espertos querendo se dar bem, nem que para isso use os outros. E às vezes eu sou tão ingênua, que sempre acabo caindo nessas armadilhas. Queria ser mais viva, mais dura; dizer: "olha, não vou deixar você me usar", mas eu não consigo, simplesmente não consigo. Fico achando que vou magoar, que pode não fazer bem para a pessoa ouvir isso, mas cá pra nós, eu duvido que essa pessoa tenha pensado se vai me magoar ou não na hora de começar seu planejado joguinho. E o pior que, na maioria das vezes, eu percebo desde o começo que é um jogo, mas não faço nada. Uma vez uma cartomante disse que minha missão era ajudar os outros, e que eu nunca ia negar isso, mesmo que estivesse magoada com uma delas. De fato é verdade, mas será que vale a pena abrir mão do meu próprio bem estar?

Tudo bem, não precisa me entender, nem me julgar. Eu me sinto bem aqui perto dos meus cadernos, meus livros e minha solidão. Aqui parece que eu estou segura. Sim, agora eu vou dormir mais tranqüila.

"Quantas chances desperdicei, quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo, que eu não precisava provar nada pra ninguém" (Legião Urbana, Quase sem querer)

Por Bellinha em 4:44 AM


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Quarta-feira, Agosto 27, 2003


Momento "Eu leitora..."

Talvez eu nunca tenha falado aqui, mas eu também gosto muito de ler. Depois que eu tive noção da riqueza que os livros me proporcionam, nunca mais deixei de ter um na minha cabeceira para ler nas horas vagas.

Como toda leitora e amante das palavras, tinha que ir conferir a Bienal do Livro, que está acontecendo aqui em Natal essa semana.
Achei que fosse me deparar com grandes descontos, por ser um evento super importante, mas quase não notei diferença. Mas não posso esquecer de comentar sobre a variedade de livros infantis, um verdadeiro banquete. Era gostoso ver as crianças correndo pra lá e pra cá, animadas, com um livro novo na mão - são essas simples e inocentes leituras que contribuem consideravelmente na formação cultural e intelectual da criança.

Comprei poucos livros. Pretendia comprar mais, só que quando cheguei no 4º e fui ver quanto ia gastar, desisti.
Comprei:
"A dança" de Oriah Mountain Dreamer
"Escrever com criatividade" de Luciano Martins
"A hora da estrela" de Clarice Lispector
"Espumas Flutuantes" de Castro Alves
"Dom Casmurro" de Machado de Assis (o livro que já tinha aqui em casa estava sem um monte de página e todo mofado)

Queria ter levado:
"O dia do curinga" de Jostein Gaarder
"A arte de amar" de Ovídio
"Faça cócegas na alma" de Anne Bryan
"Não leve a vida tão a sério" (não lembro o nome do autor)

Fica para a próxima.

Falando nisso...

Hoje eu recebi alguns textos de Luís Fernando Veríssimo, tudo organizado, com um bilhete em anexo que dizia bem assim:

"Isabella,

Lembrei de você, revendo esses textos.
Luís Fernando Veríssimo é um mestre da palavra. Ele consegue brincar com a linguagem de uma forma única; e já que brincar sozinho é uma coisa muito chata, espero que você possa brincar junto, com os textos que estão nas suas mãos - brincadeira séria.
Depois me conte!"


Pois é, esse singelo gesto me surpreendeu de verdade. Não esperava que essa pessoa se lembrasse de mim tão carinhosamente (eu havia falado dessa minha paixão pela escrita na nossa última conversa). Gostei mesmo.


Por Bellinha em 6:32 PM


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Segunda-feira, Agosto 18, 2003


'Sempre em frente. Não temos tempo a perder.'

Que maravilha acordar às 11 horas da manhã. Estava precisando, era notável demais o cansado no meu rosto e na minha voz. Também passei a semana virando noites pesquisando, lendo depoimentos, lendo blogs de pessoas que sofrem de TA (transtornos alimentares) tudo em busca de curiosidades para incrementar meu projeto. Tem cada coisa bizarra, meninas que passam dias só tomando coca-cola light ou até mesmo só água, outras que fazem uma receita caseira a base de vinagre e sal que faz a pessoa vomitar o que comeu porque caiu na tentação e ficam com peso na consciência. Os danos que esses distúrbios causam ao organismo são tantos que podem levar a morte, já que causam fraqueza, problemas de audição, anemia, problemas no sistema reprodutor... tudo isso devido a falta dos nutrientes essenciais no sangue. No nosso projeto vamos falar mais desse lado do metabolismo, visando também uma orientação de uma dieta saudável. Fiquei responsável por explicar sobre Bulimia Nervosa, terça eu pretendo postar aqui uma revisão, ai vocês me dizem se está legal.

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Meu pai chegou de viagem. Ele estava em Brasília, viajou no dia dos pais e nossa despedida não foi tão agradável como eu gostaria. A distância entre nós dois estava muito grande desde o começo das minhas férias. A sua frieza e indiferença estava sendo o motivo das minhas noites de melancolia, e mesmo que eu fingisse que não me afetava, era difícil me enganar. Meu pai sempre foi o rei do egocentrismo e do orgulho, podia até perceber que não estava agindo de forma correta, mas iria contra a regra dar o braço a torcer - talvez tenha herdado isso na genética, mas hoje consigo lutar contra. Eu pude constatar hoje quão bem essa viagem lhe fez, deve ter refletido muito. Assim que chegou notei que tentava se aproximar, saber de como foi na sua ausência, quis jantar na minha companhia e estava muito paciente, e enquanto estávamos no carro esperando meus irmãos na casa da minha avó, ele fez me fez um carinho que foi mais claro do que qualquer palavra, era um pedido de desculpas. Quando chegou em casa me entregou um presentinho que ele comprou e que eu amei.

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Fechei minha noite de ontem com chave de ouro. Estava eu na companhia agradabilíssima de uma visita muito especial que eu recebi (trident de canela + risadas + conversa sem noção + banho de chuva + frio + mpb = terapia), quando meu celular toca, era Nana, depois de misturar vinho, cerveja e caipirinha resolve me ligar:

- Minha Kéééééééia!!!! (só ela que me chama assim)
- Oi Nana onde cê tá e que barulheira é essa?
- Menina tô aqui no Ponta Negra Grill aí lembrei de você... deixa eu cantar uma música pra você?
- Canta...
- Amigos para sempre é o que nós iremos ser, na primavera ou em qualquer das estações, nas horas tristes e nos momentos de prazer, amigos para sempre. Eu não tenho nada pra dizer, você parece num momento... ( não é que ela foi cantar a música todinha? rs)
- Que liiiindo nana... (fiquei cheia de lágrima nos olhos e com um sorrisão bobo)
- pois é kéia, quero que você saiba que eu te amo muito e que a nossa amizade é muito importante para mim. Eu acho que tudo que aconteceu comigo só serviu para nos aproximar mais e que eu nunca, nunquinha mesmo quero perder você. Eu quero te ver muito feliz e vou estar do seu lado pra tudo ok?
...

precisa dizer mais alguma coisa? Ela ocupa um espação gigante no meu coração.
Existe coisa melhor do que ser surpreendida pelas pessoas queridas?

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Depois de um dia desses, eu deveria ter uma madrugada de bons sonhos. Não foi o que aconteceu, tive um pesadelo logo com alguém que só deveria estar presente nos meus mais deliciosos sonhos.
Nesse pesadelo acontecia uma das coisas que eu mais desejo ultimamente, mas logo em seguida, na hora de curtir o prazer e aproveitar o momento, acontecia algo comigo que interrompia tudo e assim que eu me recuperava, acontecia algo mais grave ainda com essa pessoa. E eu nunca mais teria outra oportunidade.
O dia foi passando e as cenas do sonho se apagando da memória, forcei para lembrar detalhes, mas não me restaram quase nada.

Nunca quis interpretar sonhos, para falar a verdade eu quase nunca lembro dos meus sonhos, se eu não fazer uma revisão antes de me levantar da cama, pode ter certeza que no café da manhã eu já esqueci totalmente.

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Por Bellinha em 3:19 AM


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Sábado, Agosto 16, 2003


Gente eu estou muito cansada. Não estou tendo tempo pra nada, chego em casa super tarde e já vou direto para a cama. O motivo é que estou super envolvida com o trabalho para a Feira da Cultura lá do colégio que já acontece quarta-feira e ainda tem um montão de coisas para resolver. Vamos fazer sobre Transtornos Alimentares. Escolhemos esse tema até para orientar mais o pessoal que está ficando neurótico em relação a emagrecer e falar sobre nutrição. Acho que vai ficar ótimo... Eu estou aprendendo muito sobre esse problema que nem é comum de ser abordado (a não ser quando alguém famoso sofre do mau, exemplo Leka do BBB).
Ano passado, fizemos sobre Tipos sangüíneos e o trabalho ficou maravilhoso. Fizemos a "tipagem sangüínea" nas pessoas, falamos dos outros tipos de sangue que muita gente não conhece (sistema MN, por exemplo).

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Estou ficando tão fascinada pelas aulas de redação - eu sei que eu sou suspeita a falar já que amo escrever. Atualmente estamos trabalhando Dissertação, e enquanto todos estão achando um saco escrever sobre determinados temas que ele coloca no quadro, eu estou lá concentrada no meu caderno e sentindo um prazer incrível, até mesmo quando eu não sei nem como começar o texto.
E isso me reforça a idéia de querer trabalhar com isso, como eu adoro informação e documentários, jornalismo se encaixaria perfeitamente bem. Eu sei que ainda falta um ano mais ou menos, mas eu tenho que tentar ver muito além disso, tentar ver o lado complicado da história que é ir fazer minha vida lá no sudeste, onde a área é mais ampla, porque aqui em Natal a situação está péssima para quem quer seguir a carreira de jornalista, na verdade não tem nem opções. E essa escolha requer uma mudança enorme na minha vida e esforço também, porque eu vou ter que ir por conta própria, já que meus pais não são nenhum pouco a favor desse meu sonho.

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Eu não me canso de agradecer pelas pessoas maravilhosas que eu tenho na minha vida. Não sei o que seria de mim se em certos momentos eu não pudesse contar com a luz que elas me fornecem. Acho que nenhum vidente no mundo mostra um caminho melhor do uma pessoa que lhe ama de verdade. Isso é fato e eu ando comprovando isso o tempo todo.


Por Bellinha em 3:19 AM


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Terça-feira, Agosto 12, 2003


Acabei sem conseguir postar no fim de semana, mas acabei escrevendo sobre o dia dos pais, se der eu ainda publico essa semana.

Meu final de semana foi muito bom, apesar de só ter saído no sábado para o Luau do Caju lá na Cervejaria Costeira, que por sinal foi ótimo, dancei muito e até encontrei um paquera de quando eu tinha 13 anos. O Rafael era uma figura, na época devia ter uns 18 anos e cursava o último ano, enquanto eu ainda estava na 7ª série. Ele tinha uma namorada, mas viva de conversinha comigo no intervalo das aulas e na internet. Ele era lindo e tinha uma lábia afiadíssima, não resisti por muito tempo. Ficávamos juntos depois das aulas na cobertura do seu prédio (que era dois quarteirões depois da minha casa) onde tinha uma vista linda. Eu sabia que ele não ia querer nada sério comigo (por causa da minha idade), mas me divertia muito com essa história, afinal eu também tirava proveito da situação né? Nossa, eu adoro relembrar essas "experiências" da época em que eu não sabia o que significava problemas e responsabilidade na prática. Ah, voltando ao assunto de Fufu (eu o chamava assim)... Como eu disse, nos encontramos depois três anos sem se ver. Ele me olhou meio espantado, devia não estar acreditando que aquela menininha boba que deixava ele ditar as regras do jogo estava com um ar bem diferente do que ele conheceu.
E eu não senti nenhuma vontade de ficar com ele novamente. São nessas horas que você percebe como o destino é irônico.

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Sábado eu também tive apresentação do Popular (grupo de dança q eu faço parte) na Mostra de cultura popular que aconteceu a semana toda no Hotel Barreira Roxa. Só de você estar dançando coreografias que tem tudo a ver com o tema já nos passa mais responsabilidade de qualidade, pois tudo estava sendo avaliado pelos participantes: música, movimentos populares e figurino. Mas o melhor de tudo foi ter tirado uma foto com Ariano Suassuna. Para quem se interessa bastante pela cultura nordestina com certeza é seu fã. Quem por acaso não adorou o Alto da Compadecida que ele escreveu? Uma obra aplaudida de pé, principalmente pelos artistas de teatro. E na década de 70, ele iniciou o "Movimento Armorial", que é muito apreciado e utilizado na dança popular nordestina. O nosso grupo de dança faz uma homenagem a Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, utilizando o Armorial, é uma das coreografias mais bonitas e emocionantes que a gente dança, mais ainda quando a música é ao vivo.

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Antes de terminar esse post, eu tenho que falar uma coisinha:

Atitude é tudo. E eu me superei mais uma vez este domingo. Não vou ficar esperando as coisas que eu desejo caírem do céu (repetindo o que eu disse no último post), vou lá e faço minha parte. Não sei se consegui êxito na ação, mas com certeza fui determinada - sem deixar a sutileza de lado, é claro. E posso confessar, estou bem mais sorridente.

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Pra dizer adeus (Titãs)

Você apareceu do nada
E você mexeu demais comigo

Não quero ser só mais um amigo
Você nunca me viu sozinho
E você nunca me ouviu chorar
Não dá pra imaginar quanto

É cedo ou tarde demais
Pra dizer adeus, pra dizer jamais.


Às vezes fico assim pensando
Essa distância é tão ruim
Por que você não vem pra mim?

Eu já fiquei tão mal sozinho
Eu já tentei, eu quis chamar,
Não dá pra imaginar quanto

É cedo ou tarde demais
Pra dizer adeus, pra dizer jamais.



Por Bellinha em 12:06 PM


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Quinta-feira, Agosto 07, 2003


Apenas depende de mim.

Eu acredito em força da mente. E esse vai ser meu mantra daqui para frente.
Chega de ter medo de mudar, de tentar de outra forma...
Chega de ter medo do que eu desconheço...
Chega de depender sempre da opinião dos outros...

Hoje caiu a ficha que para os meus planos darem certo, só depende de mim mesma. Da minha determinação e da minha coragem. E eu posso, eu sou capaz e eu vou fazer bonito, ainda que seja levando quedas.
Nada vai cair do céu, então eu tenho que ir atrás...

"Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você." (Shakespeare)

Por Bellinha em 5:05 PM


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Terça-feira, Agosto 05, 2003


"Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém."

Renato Russo sabia das coisas quando escreveu esta canção. Sabia de fato como alguém se sente quando vê seus sonhos do tamanho de uma azeitona. Logo aqueles sonhos capazes de fazer com que a pessoa viva seus dias com mais prazer e com mais estimulo para fazer bem feito, já que teria as suas razões.
E a minha estrela continua lá em cima, a mesma estrela que me proporcionou recentemente vários estalos de entusiasmo e muito brilho nos olhos. Só que agora eu a vejo tão distante das minhas mãos.
Após me julgarem de incapaz - e eu de tola, sempre acabo acreditando nisso - me senti tão pequena. Fico tentando achar em meio a essa loucura que é o meu ser, aquela força chamada determinação.

Por Bellinha em 10:23 PM


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Segunda-feira, Agosto 04, 2003


Lanterna dos Afogados (Paralamas do Sucesso)

Quando tá escuro e ninguém te ouve
Quando chega a noite e você pode chorar
Há uma luz no túnel dos desesperados
Há um cais do porto pra quem precisa chegar
Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando, vê se não vai demorar

Uma noite longa por uma vida curta
Mas já não me importa basta poder te ajudar
E são tantas marcas que já fazem parte
Do que sou agora mas ainda sei me virar
Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando vê se não vai demorar

Uma noite longa por uma vida curta
Mas já não me importa, basta poder te ajudar
Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar...


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Por que essa música não quer sair da minha cabeça? já faz três dias...
Ela é muito confortante...
Já escutaram na voz de Cassia Eller? é tuuuuuudo....


Por Bellinha em 12:30 AM


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